Anunciando a Palavra da Salvação

Estamos debaixo de uma recessão financeira mundial. Bancos e instituições financeiras quebraram nesses últimos meses. As principais bolsas do mundo estão fechando a cada dia, de forma negativa como nunca antes. E o mundo amarga uma tremenda crise.
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"Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11: 1) O conceito que o escritor aos Hebreus apresentou auxilia em muito no desenvolvimento deste estudo, porém, o contexto na qual a palavra fé é empregada nos diz muito mais.
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus..."
(Hebreus 11: 6)
A bíblia geralmente trabalha com proposições, ou seja, não é uma característica das exposições bíblicas dar definições e conceitos. Exemplificando, a bíblia não apresenta uma definição ou um conceito de Deus, ela simplesmente apresenta algumas proposições, como: Deus é luz; Deus é vida, etc.
A linguagem bíblica demanda raciocínio para chegar a um entendimento, diferente da linguagem dos livros de hoje, que se aplicam em apresentar conceitos e definições acerca dos temas que abordam.
Os livros acabam simplesmente informando os seus leitores, já a bíblia estimula o raciocínio do leitor, fazendo com que este percorra os labirintos do aprendizado até uma maravilhosa descoberta. Além do mais, auxilia na memorização do conceito quando abstraído.
Apesar de a bíblia nos estimular ao raciocínio, ela nos surpreende ao apresentar, em uma das suas cartas, um conceito de fé:
“Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”
Hb 11. 1.
a) Esperar algo com certeza, é definido pelo escritor aos Hebreus como sendo fé.
b) A fé é prova do que se espera e que apesar de não ser possível ser visto, existe.
O conceito que o escritor aos Hebreus apresentou auxilia em muito no desenvolvimento deste estudo, porém, o contexto na qual a palavra fé é empregada nos diz muito mais. Observe o versículo seguinte:
“Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da família, negou a fé, e é pior que o incrédulo”
I Tm 5. 8.
Qual o significado da palavra fé no versículo acima? Podemos aplicar o conceito apresentado pelo escritor aos Hebreus a este versículo? Não!
O contexto demonstra que a palavra fé empregada por Paulo neste verso teve o seu significado primário ampliado, passando a designar a idéia geral da mensagem do evangelho. Dizer que: ‘alguém negou a fé’, tem o mesmo significado que ‘negar a mensagem do evangelho’.
A fonte da fé genuína é o evangelho, e ter um comportamento contrário ao recomendado pelo evangelho constitui-se prova de que aquele que se diz cristão, e não é, está em condição inferior até mesmo daquele que não professa o evangelho.
Paulo não quis dizer que o comportamento seja essencial à aceitação do evangelho, pois este é alcançado por meio da fé. Antes, ele procurou demonstrar que o comportamento do cristão confirma o que ele professa ter alcançado por meio do evangelho.
A palavra fé neste versículo é empregada para designar a mensagem que deu causa à confiança do crente, enquanto o conceito da carta aos Hebreus se prende à confiança do crente, sem qualquer referência a mensagem que promove a fé.
Percebe-se que a fé não se trata de uma qualidade ou mérito intrínseco ao crente. A mensagem do evangelho dá base à fé, que acaba por refletir no comportamento de quem professa segui-la.
Um outro aspecto a considerar, quanto à interpretação de alguns textos bíblicos, fica por conta da etimologia da palavra fé.
A idéia de fé no Antigo Testamento é a de 'descansar' ou 'apoiar-se', confiante em alguém ou em alguma coisa.
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A Bíblia fala sobre os seguintes recursos dos quais dispomos para vencermos nossa natureza pecaminosa:
(1) O Espírito Santo – Um dom de Deus a nós (Sua igreja) para sermos vitoriosos em nosso viver cristão é o Espírito Santo. Deus contrasta os feitos da carne com o fruto do Espírito em Gálatas 5:16-25. Nesta passagem somos chamados a andar no Espírito. Todos os crentes já têm o Espírito Santo, mas esta passagem nos diz que precisamos andar no Espírito, cedendo ao Seu controle. Isto significa escolher “gastar a sola do sapato” seguindo as recomendações do Espírito Santo em nossas vidas ao invés de seguirmos a carne.
A diferença que o Espírito Santo pode fazer na vida de um crente é demonstrada na vida de Pedro, que, antes de estar cheio do Espírito Santo, negou a Jesus três vezes, e isto depois de ter declarado que seguiria a Cristo até a morte. Depois de estar cheio do Espírito, ele falou abertamente e fortemente sobre o Salvador aos judeus no Pentecostes.
A pessoa anda no Espírito à medida que procura não “abafar” as recomendações do Espírito (“extinguindo o Espírito”, como descrito em I Tessalonicenses 5:19), e busca, ao invés disso, estar cheio do Espírito (Efésios 5:18-21). E como alguém fica cheio do Espírito Santo? Primeiro de tudo, é escolha de Deus, assim como era no Velho Testamento. Ele escolhia pessoas e acontecimentos específicos no Velho Testamento, para encher do Espírito indivíduos que ele elegeu para uma missão que ele queria cumprida (Genesis 41:38; Êxodo 31:3; Números 24:2; I Samuel 10:10, etc.). Creio haver prova em Efésios 5:18-21 e Colossenses 3:16 que Deus escolhe encher do Espírito aqueles que se abastecem com a Palavra de Deus, como evidenciado pelo fato de que o resultado de cada transbordamento do Espírito nesses versos é parecido. Assim, isto nos traz a nosso próximo recurso.
(2) A palavra de Deus, a Bíblia – II Timóteo 3:16-17 diz que Deus nos deu Sua Palavra para nos equipar para toda boa obra. Ela nos ensina como viver e no que acreditar, a nós revela quando escolhemos os caminhos errados, nos ajuda a voltarmos ao caminho certo, e nos ajuda a permanecer neste caminho. Como compartilha Hebreus 4:12, é viva e poderosa e capaz de penetrar em nossos corações para arrancar pela raiz o mais difícil dos problemas, aquele que, humanamente falando, não poderíamos vencer. O salmista discorre a respeito de seu poder que transforma vidas em Salmos 119:9,11,105 e outros versos. A Josué foi dito que o segredo de seu sucesso para vencer seus inimigos (uma analogia à nossa batalha espiritual) era não esquecer deste recurso, mas ao invés, meditar nele de dia e de noite para que a ele pudesse obedecer. Isto ele fez, mesmo quando o que Deus ordenou não fez sentido em termos de estratégia militar, e isto foi o segredo de sua vitória em sua batalha pela Terra Prometida.
Este comumente é um recurso que tratamos de maneira trivial. Damos prova disso ao levarmos nossas Bíblias para igreja ou ao lermos uma devocional diária ou um capítulo ao dia, mas falhamos em memorizá-la ou meditar nela, procurando aplicação em nossas vidas, confessando pecados que ela nos revela, louvando a Deus pelos dons que revela que Ele nos tem dado. Freqüentemente nos tornamos ou anoréxicos ou bulímicos quando se trata da Bíblia. Nos alimentamos com o suficiente para manter-nos vivos espiritualmente ao comermos da Palavra somente quando vamos à igreja (mas nunca ingerindo o suficiente para sermos cristãos saudáveis e prósperos) ou nos alimentamos freqüentemente, mas nunca meditando nela tempo suficiente para conseguir dela nutrição espiritual.
Se você não adquiriu o hábito de estudar a Palavra de Deus diariamente de uma forma significativa, e de memorizá-la ao encontrar passagens que o Espírito Santo marca em seu coração, é importante que você comece a habituar-se a fazê-lo. Também sugiro que você comece a escrever um diário (pode ser no computador, se você digita mais rápido que escreve) em um caderno espiral, etc. Crie o hábito de não parar de ler a Palavra de Deus até que tenha escrito algo que o beneficiou. Eu também sempre registro orações a Deus, pedindo a Ele que me ajude a mudar nas áreas que Ele me revelou. A Bíblia é a ferramenta que o Espírito usa em nossas vidas e na vida de outros (Efésios 6:17), uma parte essencial e importante da armadura que Deus nos dá para lutarmos em nossas batalhas espirituais (Efésios 6:12-18)!
(3) Oração – Este é um outro recurso essencial que Deus nos deu. Novamente, é um recurso que os cristãos mencionam mas dão uso muito pobre. Temos encontros de oração, momentos de oração, etc., mas a ela não damos o uso que a igreja primitiva exemplifica (Atos 3:1; 4:31; 6:4; 13:1-3, etc.). Paulo repetidas vezes menciona como ele orava por aqueles a quem ministrava. Quando estamos sós, nós também não usamos este grande recurso que a nós está disponível. Mas Deus nos deu promessas maravilhosas a respeito da oração (Mateus 7:7-11; Lucas 18:1-8; João 6:23-27; I João 5:14-15, etc.). E novamente, Paulo inclui aqui sua passagem a respeito da preparação para a batalha espiritual (Efésios 6:18)!
O quão importante é isso? Examinando novamente o caso de Pedro, vemos as palavras de Cristo a ele no Jardim do Getsêmane antes que o negasse. Ali, enquanto Jesus está orando, Pedro está dormindo. Jesus o desperta e diz: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). Assim como Pedro, você quer fazer o que é certo mas não está encontrando forças. Precisamos seguir o alerta de Deus para continuarmos buscando, batendo, pedindo... e Ele nos dará a força de que precisamos (Mateus 7:7). Mas precisamos fazer mais do que simplesmente mencionar este recurso.
Não estou dizendo que a oração é mágica. Ela não é. Deus é tremendo. A oração é simplesmente reconhecer nossas próprias limitações e o poder inesgotável de Deus e nos voltarmos a Ele para que nos dê a força de que necessitamos para fazer o que Ele quer que façamos, não o que NÓS queremos fazer (I João 5:14-15).
(4) A Igreja – Este último recurso é novamente um que nós tendemos a ignorar. Quando Jesus enviou Seus discípulos, os enviou dois a dois (Mateus 10:1). Quando lemos a respeito das viagens missionárias em Atos, eles não saíram um de cada vez, mas em grupos de dois ou mais. Jesus disse que onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome, Ele lá estará no meio deles (Mateus 18:20). Ele nos ordena que não abandonemos nossa congregação como era costume de alguns, mas que usemos este tempo para nos encorajarmos mutuamente em amor e boas obras (Hebreus 10:24-25). Ele nos manda confessar nossas ofensas uns aos outros (Tiago 5:16). Na sabedoria da literatura do Velho Testamento, a nós é dito que assim como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17). “E o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” O que é numeroso se fortalece. (Eclesiastes 4:11-12).
Algumas pessoas que conheço já viram irmãos ou irmãs em Cristo (se você é do sexo feminino) que se comunicam por telefone ou pessoalmente e compartilham como estão no caminhar cristão, como têm lutado, etc. E se comprometem a orar um pelo outro e são responsáveis em se sustentarem mutuamente na aplicação da Palavra de Deus em seus relacionamentos, etc.
Às vezes a mudança vem rapidamente. Às vezes, em outras áreas, ela vem mais devagar. Mas Deus nos prometeu que conforme fizermos uso de Seus recursos, Ele TRARÁ mudança em nossa vida. Persevere no conhecimento de que Ele é fiel às Suas promessas
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Na maioria das vezes, há uma imagem estereotipada na cabeça das pessoas a respeito do céu: alguém sentado numa nuvem, tocando harpa e aparentemente entediado com os seus talentos. Será que o céu se parece com isso?
Pense sobre isto: estamos falando sobre Deus. Como você mesmo pode perceber, Ele é muito criativo. Se você tem alguma dúvida a respeito disso, somente contemple um pôr do sol, ou tente sondar como o Universo pode estar suspenso em união, de maneira totalmente segura, ou pense sobre a vastidão do espaço, ou leia sobre o DNA. Sim, Deus sabe um pouquinho das coisas!
Então, o que sabemos nós sobre o céu? A Bíblia diz que lá "não haverá mais morte ou lamentações, ou choro ou dor". Isso é "gigantesco", não é?
Não haverá mais morte? Quer dizer que não haverá mais câncer, AIDS, guerras ou assassinatos? Parece muito bom! Sem mais lamentações? Quer dizer que não haverá mais jovens viúvas tentando criar seus quatro filhos, nem bebês sendo seqüestrados por psicopatas, nem cruzes ao lado das estradas significando que alguém foi morto por um motorista bêbado, nem cidades perecendo com terremotos? Nunca mais? Isso é incrível!
Não haverá mais choro nem dor? Quer dizer: sem mais divórcios destruindo lares, sem mais nenhuma filha sendo violentada pelo próprio pai, sem mais nenhum adolescente vendendo seu corpo por dinheiro, sem mais ninguém se sentindo inseguro porque é muito alto, ou muito baixo, muito gordo, ou muito magro, sem mais comunidades famintas por negligência do governo, sem mais nenhuma avó solitária cujo marido morreu 20 anos antes do tempo, sem mais nenhuma pessoa talentosa perdendo a vida por uma dose de cocaína, sem mais maridos alcoólatras fazendo suas mulheres e filhos de saco de pancada, sem mais nenhum insulto ou maldade somente porque a pele de alguém é de uma cor diferente, sem mais palavras de ódio sendo faladas ou ouvidas por ninguém? Esse lugar parece ser realmente excelente!
Com o que mais se parece o céu? Ninguém melhor do que Deus sabe disso. Mas obviamente será um estilo de vida completamente novo. E se o mundo atual pode servir como exemplo, podemos esperar que o próximo mundo mostre muito mais da criatividade de Deus. Estamos falando de dimensões de tempo e espaço diferentes, e de novas atividades e entretenimentos com as quais nunca sequer sonhamos. E esse é justamente o X da questão: o que nos espera no céu está além do que podemos imaginar.
Você acha que poderia conceber a idéia de criar uma girafa? Ou um tigre? Ou uma zebra? Talvez. O.K., você está se sentindo bem confiante. E o que dizer das quatro estações? O que dizer do fato da Terra girar em torno de seu próprio eixo ao mesmo tempo em que gira em torno do sol? Essa é realmente boa, você deve admitir... Ou o fato da lua influenciar a maré dos oceanos aqui na Terra? O que dizer do olho humano? O.K., e o que dizer sobre o sexo? (Isso prende a sua atenção!). Alguma vez você já parou para imaginar se Deus tem alguma coisa melhor que o sexo reservado e planejado para nós na vida eterna? Você diz: "De jeito nenhum!", mas e se Ele tiver?
A questão é: Deus é extremamente criativo! Tudo o que temos a fazer é olhar a nossa volta. Nosso mundo é incrível! E talvez Deus ainda não tenha nem começado o Seu show. É bem provável que não tenha começado mesmo. Mas podemos estar confiantes do seguinte: seja lá como o céu for, ele será muito mais do que podemos imaginar agora, ou no futuro. Nós simplesmente não fazemos a menor idéia.
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Em Marcos 8:27-29, Jesus abordou os discípulos com duas perguntas: A primeira foi “Quem dizem os homens que sou eu?”'. A segunda foi “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”.
Refletindo um pouco sobre as perguntas do Senhor, podemos concluir que ele quer nos ensinar que há dois modos de conhecê-lo. O primeiro modo é conhecer Jesus pelo que os outros dizem dele. O segundo modo é conhecer Jesus por nosso próprio esforço e vontade. O primeiro modo pode ser de grande ajuda para nos introduzir no caminho do conhecimento do Senhor, mas, o alvo de todo cristão deve ser o de ter uma resposta particular formulada em sua convicção pessoal sobre a pessoa de Jesus Cristo através de ouvi-lo.
Veja os samaritanos em João 4:42 “...Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”. Hoje eu penso que muita gente tem uma certa preguiça de ouvir a Jesus – na Palavra. Ao invés disso preferem conhecê-lo através do que os outros dizem.
Interessante que no texto de Marcos ninguém dizia nada ruim de Jesus Cristo. Diziam que ele era João Batista, Elias, algum dos profetas – todas referências boas e respeitáveis. Porém com um problema grave: todas erradas. Hoje muitos pregadores, pastores e igrejas têm falado muito de Jesus. Falam coisas agradáveis, nada de ruim a respeito do Senhor: o Senhor é meu pastor; o Senhor salva; o Senhor é rei; o Senhor vai te dar um carro novo, uma casa nova, muito dinheiro, muita saúde, você não precisa sofrer nada nesta vida pois ele já sofreu por você, etc. Nada de ruim na lista de coisas, porém, com o mesmo problema visto lá nos dias de Jesus: muita coisa errada! Sim, nem tudo o que dizem está errado, mas há erros, e isso é muito perigoso. Erros com potencial de deixar quem os ouve numa situação difícil, como está descrita em Mateus 7:23 – “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim...”.
Jesus Cristo quer que cada um de nós tenha uma resposta pessoal sobre ele. Resposta baseada nas Escrituras e não nas religiões, nos homens, nas igrejas, nos pregadores, etc. Pense que resposta você teria para o Senhor se ele aparecesse hoje e lhe perguntasse: “...Mas vós, quem dizeis que eu sou?”.
Autor: Pedro de Jesus Barruzi
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Enquanto Jesus caminhava pela face da terra há aproximadamente dois milênios, a humanidade se dividia em três grupos com diferentes visões sobre ele. Alguns estavam convencidos de que Jesus era o Filho de Deus e então dirigiam-se a ele como "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28). Outros consideravam as afirmações e ações de Jesus como atos de blasfêmia e ". . . procuravam matá-lo porque . . . dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (João 5:18). Porém um terceiro grupo pensava que Jesus era insano e deveria ser ignorado (João 10:20).
Muitos chamados "Cristãos" da atualidade tentam adotar uma posição de compromisso e alegam que Jesus foi um homem bom – que foi até um homem perfeíto – porém não era Deus. Considerações cuidadosas das afirmações e ações de Jesus, entretanto, excluem esta conclusão. As únicas possíveis explicações sobre Jesus são as três que foram propostas no primeiro século.
1. Jesus é quem alegou ser, o Filho de Deus, ou
2. Ele era louco e erroneamente se julgava Divino, ou
3. Ele foi o maior mentiroso que já existiu.
Consideremos as possibilidades na luz das ações e afirmações de Jesus.
Jesus não fez nenhuma tentativa de esconder suas afirmações de Divindade. Ele repetidamente afirmou que era o Filho de Deus (João 9:35-38; Mateus 16:16-20; etc). Os judeus da época de Jesus estavam certos de que esta era uma afirmação de igualdade a Deus (João 5:18), que Jesus julgava-se ser Deus. A própria linguagem de Jesus não deixou dúvidas, conforme ele aplicou a descrição "Eu Sou" para si próprio (João 8:24-58; veja Êxodo 3:13-14). Jesus claramente afirmou ser Deus!
O que faremos com as afirmações de Jesus? Se elas sáo verdadeiras, então Jesus é Divino. Se elas são falsas, então Jesus intencionalmente mentiu e foi assim um terrível farsante, ou ele era louco e foi iludido por si próprio a acreditar e antecipar o mito de sua própria Divindade. Não podemos considerar suas afirmações e menosprezá-lo como meramente um homem bom ou perfeito. Ou ele é um lúnatico, ou um mentiroso, ou o Senhor de todos!
As ações de Jesus na terra foram inteiramente consistentes em relação às suas afirmações de Divindade. Ele atuou, sem se justificar, como Deus encarnado! Ele proclamou a habilidade de perdoar os pecados (Mateus 9:2-6). Os judeus sabiam que qualquer mero homem que fizesse tal afirmação era um blasfemador. Jesus também aceitou adoração dos humanos, depois de dizer sem dúvida que adoração pertence somente a Deus (Mateus 4:10; 8:2; 9:18; João 9:38). Nas ações de Jesus ele afirmava ser Deus. Quando a meros homens ou anjos foram oferecidos tal adoração, eles apressavam-se à proibi-la (Atos 10:25-26; Apocalipse 22:8-9).
O que faremos com as ações de Jesus? Se ele foi um mero homem, certamente os judeus estavam certos em acusá-lo de blasfemar, por ter se apresentado como Deus. Não podemos atribuir suas ações a um simples homem e considerá-lo bom e perfeito. Jesus foi o Senhor, que afirmou ser, ou ele foi um mentiroso, ou um lunático.
Agora vamos para um verdadeiro teste das afirmações da Divindade de Jesus. Se ele realmente é Deus, criador e sustentador do universo, então sería razoável esperar que suas palavras fossem confirmadas com inegáveis demonstrações de poderes sobrenaturais. Os sinais, ou milagres, de Jesus preenchem um importante papel neste sentido. Os relatos do evangelho são cheios de detalhes de vários milagres os quais Jesus realizou. Estes milagres são claras e inegáveis demonstrações de poder. Jesus curou pessoas de evidentes enfermidades, ressuscitou os mortos, acalmou os mares, etc.
Até seus adversários não negaram a veracidade de seus milagres. Eles contestavam a fonte de seu poder (Mateus 12:22-28) e as autoritárias afirmações de que se podia perdoar pecados (Mateus 9:1-8). Eles criticaram porque Jesus curou nos sábados (João 9:13-16). Mas, não negavam a autenticidade de seus milagres! Jesus não é lunático, nem mentiroso e sim o que ele mesmo afirmava ser, Deus.
O túmulo de Jesus foi encontrado vazio três dias após sua morte. Desde a época da morte de Jesus, existem duas explicações do sepulcro vazio. Uma é a explicação bíblica sobre qual a fé dos cristãos está baseada em que Jesus ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15:3-4,14). A outra é aquela que foi tramada pelos mesmos homems que organizaram desonestamente a traição, julgamento e crucificação de Jesus. Os líderes religiosos subornaram os soldados para que disseram que o corpo de Jesus tinha sido roubado (Mateus 28:11-15). Note três falhas fatais desta explicação:
1. Foi comprovado que os sacerdotes mentiram.
2. O corpo nunca foi encontrado.
3. Os "ladrões de covas" (apostolos) citados sofreram e morreram porque disseram que Jesus realmente ressuscitou. Homens morrem pelo que acreditam. É um absurdo afimar que uma dúzia de homens estariam querendo morrer por uma mentira tão conhecida! A ressurreição apresenta-se como a máxima evidência da Divindade de Jesus.
Esses pequenos exemplos acima (as afirmações, as ações, os sinais, e a ressurreição de Jesus) servem meramente para apresentar a abundante evidência da Divindade de Jesus Cristo. Numa época em que a dúvida e a descrença estão em alta, toda pessoa que deseja seguir Jesus precisa cuidadosamente considerar o caso para com a Divindade de Cristo. Jesus mesmo declarou o significado deste tema quando ele disse: "Se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados" (João 8:24). Você pode dizer, como o "duvidoso" Tomé disse, que Jesus Cristo é "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28-31)? Sua resposta para esta questão é de eterno significado. Considere isto cuidadosamente.
Autor: Dennis Allan
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Segundo o dicionário “vale” é uma depressão ou planície entre dois montes. O salmista nos fala do "Vale de Baca". A palavra Baça no hebraico significa lágrima, choro. Então aquele vale era conhecido como o “vale das lágrimas”, ou seja, o trecho mais difícil da estrada. Qual de nós pode dizer que nunca passou pelo vale das lágrimas? A passagem pela vida nos faz chegar a esse vale. Alguns chegam a esse vale por causa da perda, da traição, da violência, etc. Outros chegam ao vale de lágrimas por causa da tentação, da indiferença. Da depressão, etc. O salmista que passou essa terrível experiência e nos dá a fórmula de como sair desse vale.
1. TER DEUS COMO ÚNICA FONTE DE FORÇA. V. 5
Só vence o vale de lágrimas aquele que faz de Deus a sua Fonte, o seu Gerador, a sua Usina de Força. Nenhum livro de auto-ajuda, do tipo “Como Vencer ou Como Superar Um Mau Hábito” vai conseguir fazer com que você vença o vale de lágrimas, pois eles dizem o que fazer, mas não têm o poder para fazer. Não existe há força humana que resista ao Vale de Baca. Na hora do desprezo, da depressão, da tragédia, qualquer força humana é pouca comparada à pressão das adversidades sobre nós. E você só vai vencer o vale de Baça se você crer no seu coração que a força que você precisa vêm de Deus. A nossa força não está no pensamento positivo, não está no dinheiro, não está no nosso líder, não está na nossa família – a nossa força vem do Senhor! Declare que a sua força vem do Senhor e deixe Deus agir na sua vida.
2. MUDAR PRIMEIRO O CORAÇÃO. V. 5
O salmista diz que “Felizes são aqueles que conseguem transformar o vale árido das lágrimas num manancial de bênção! Mas quem são esses? São aqueles que mudaram primeiro a sua situação interior, dentro do seu coração. Só muda a situação do lado de fora da vida, quem já mudou a situação do lado de dentro. É a situação na qual se encontra o seu coração que vai determinar a situação da sua vida.
Portanto, é impossível mudar a história que nos envolve, sem primeiro mudarmos a história do nosso coração. Isso só é possível mediante a graça de Deus. “Porque o SENHOR Deus é Sol e Escudo; o SENHOR dá Graça e Glória” V. 11. Isto quer dizer que o vale de lágrimas recebe a Graça de Deus e não a esgota nem um pouco. O seu vale de lágrimas, seja do tamanho que for, da fundura que for, da largueza que for, não vai jamais estancar a Graça de Deus nem esgota-la, pois ela é inesgotável. Se o seu vale de Baca é grande, saiba que a Graça de Deus vem no tamanho da sua dor; ela ganha a dimensão do seu sofrimento. Por isso receba hoje Jesus no seu coração, pois Ele expressa a Graça de Deus sobre nós.
CONCLUSÃO:
Quem sabe, você não esteja hoje, no meio do Vale de Baca – consumido pelas lágrimas do sofrimento? Esse Salmo é uma carta de Deus para sua vida, cujo dia-a-dia é marcado por dificuldades, por problemas, por lutas, que acabam tornando nossas vidas num vale de lágrimas. Diante dessa situação tenha Deus como fonte de sua força e mude os pensamentos do seu coração, recebendo a graça de Deus que é o Senhor Jesus! Amém.
Pr. Jário V. Gomes (Extraído com adaptações)
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A crença popular ensina que quando uma pessoa morre, se foi boa, vai para o Paraíso; se foi má, vai para o Inferno. Há também uma doutrina chamada purgatório, que existe em conexão com a doutrina do inferno.
Mas o que a Bíblia ensina sobre este assunto?
Se estudarmos a Bíblia com cuidado, vamos descobrir que ao Jesus voltar a esta terra, "os mortos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo". João 5:28-29. A Bíblia também ensina que quando Jesus voltar, Ele se assentará no Seu trono para julgar o mundo "com justiça". Seria possível harmonizar as doutrinas da Volta de Jesus e da Ressurreição, com a doutrina do inferno? Se quando alguém morre, vai ao paraíso, ou para o inferno ou mesmo para o purgatório, qual seria a importância ou o significado da ressurreição e mesmo de um julgamento por ocasião da Volta de Jesus? A Bíblia afirma que quando Jesus voltar, Ele mesmo vai separar os bons dos maus, o trigo do joio, as ovelhas dos cabritos. (Mateus 25:31-33) A Bíblia ensina enfaticamente em Apocalipse 22:12 que somente quando Jesus regressar é que cada um receberá a recompensa segundo as suas obras. Ao tratarmos deste assunto controvertido, queremos lembrar outra vez que somente a Palavra de Deus pode esclarecer e dizer a verdade. O que fugir disso é conjectura humana.
Vejamos um pouco da história:
Dante Alighieri, que viveu na Idade Média, de 1.265 a 1.321, escreveu uma obra intitulada: "A Divina Comédia", dividida em 3 partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Com esta obra, Dante abalou o pensamento teológico da época. Infelizmente, o Inferno de Dante, estava baseado nos ensinos pagãos de Platão e Virgílio. Os escritos de Dante influenciaram até mesmo o cristianismo, pois as características principais do Inferno, segundo a concepção hindu, persa, egípcia, grega e cristã, são essencialmente as mesmas. O Inferno tem sido descrito como a morada dos espíritos malignos, o lugar da vingança divina, onde não há misericórdia e cujo sofrimento é sem fim. Então nós perguntamos: Como harmonizar todas estas idéias com o ensino da Bíblia que diz que Deus é amor? Se você é um pai, admitiria a idéia de castigar um filho incessantemente? Com certeza que não! Será que Deus seria mais severo que um pai terrestre? Há na Bíblia 4 expressões que são traduzidas por Inferno. São elas: Sheol do hebraico, e Geena, Hades e Tártaro do grego.
Analisemos brevemente estas 4 palavras usadas e traduzidas por Inferno, e então vejamos na Bíblia, as suas aplicações:
A palavra Sheol às vezes é traduzida por sepultura, como no Salmo 16:10. "Não deixarás a minha alma na sepultura". Sheol Também a palavra Hades significa sepultura, ou morte. Aparece 11 vezes no Novo Testamento. "Onde está ó morte a tua vitória?. Hades I Coríntios 15:55 A palavra Geena também significa "lugar de queimar". Ocorre 12 vezes no Novo Testamento e é a forma grega de "Vale de Hinon". O vale de Hinon, ao sul de Jerusalém, foi o local onde o povo de Israel ofereceu sacrifícios humanos, de criancinhas, ao "deus" Moloque. Deus determinou que aquele vale seria chamado de "vale da matança" Jeremias 7:32. Mais tarde o vale de Hinon tornou-se o local da queima de lixo e de cadáveres. Por isso o fogo e a fumaça existiam ali constantemente, e o que o fogo não destruía, os vermes consumiam. Era símbolo de destruição. Geena.
A última das 4 palavras traduzidas por Inferno, é Tártato. Significa prisão, ou profundo abismo, e refere-se aos anjos caídos do céu, quando Lúcifer se rebelou contra Cristo e foi expulso de lá. Apocalipse 12:9. Acha-se uma vez mais na Bíblia, em II Pedro 2:4. Tártaro.
A Palavra de Deus ensina que quando os seres humanos morrem, todos vão para o Sheol ou Hades, sepultura, quer sejam bons, quer sejam maus, justos ou injustos, salvos ou perdidos. Eles dormem o sono inconsciente da morte, e aguardam a volta de Jesus para o juízo final, bem como a recompensa que cabe a cada um. O Salmo 89:48 pergunta: "Que homem há, que viva, e não veja a morte?. e Salomão confirma: "O mesmo sucede ao justo e ao perverso". Eclesiástes 9:2. Sim amigos, bons e maus, justos e injustos, todos os que morreram estão na sepultura e aguardam o dia final. Talvez isso possa surpreendê-lo, mas atualmente não existe em lugar nenhum, um inferno de fogo, queimando pecadores, como também não há almas libertas do corpo. Quando as pessoas morrem elas vão para a sepultura, para o sono da morte; ninguém vai ao Paraíso, ao Purgatório ou ao Inferno. Exatamente agora, não existe nenhum Inferno, mas haverá sim, um Inferno, no futuro e será aqui mesmo na terra. Isso é o que a Bíblia ensina. Foi Satanás quem inventou o chamado Inferno de Fogo, para desvirtuar o caráter e a imagem de Deus. A fim de que as pessoas pensem que Deus é vingativo, cruel, queimando os ímpios por toda a eternidade. Seria isto amor? Seria isto justo? Desde o princípio tem sido parte da obra do enganador distorcer o caráter divino, levando criaturas a terem ódio do Criador. Graças a Deus, não existe ninguém queimando num Inferno. O Senhor não tem prazer na morte do ímpio. Deus mesmo afirma: "Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus: não tenho prazer na morte do ímpio, mas que o ímpio se converta do seu mau caminho e viva". Ezequiel 33:11. Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, os justos mortos ressuscitarão.
I Tessalonisenses 4:16. E Então receberão a recompensa.
Somente quando Jesus regressar é que os justos serão levados ao Paraíso. Lá reinarão com Cristo por mil anos e julgarão os ímpios, para comprovar a justiça de Deus. Apocalipse 20:4 e I Coríntios 6:2-3. Após mil anos no céu, Jesus Cristo e os santos retornarão à terra. Naquela ocasião Jesus Cristo dará a recompensa aos ímpios. A Palavra de Deus afirma que quando os ímpios quiserem destruir a Cidade Santa e derrotar a Cristo e os salvos, então "descerá fogo do céu e os consumirá". Apocalipse 20:9. Nessa mesma ocasião, o diabo, a morte e o inferno (sepultura), também serão destruídos para sempre, pois serão lançados no lago de fogo e enxofre. Apocalipse 20:10 e 14. Este fogo eterno - o inferno de Deus - destruirá tudo, e eliminará todo o mal: desde Satanás, o causador do pecado, até o último dos pecadores. Diz a Bíblia que quando esta terra for incendiada pelos fogos do inferno, no dia final, "todos os soberbos e todos os que cometem perversidade, serão como a palha... não sobrará nem raiz e nem ramos". Malaquias 4:1-3 A atitude de Deus ao destruir os ímpios é chamada na Bíblia de "o ato estranho de Deus". Isaías 28:21. Pois a destruição é contrária ao caráter de Deus, pois "Deus é amor". I João 4:8 Um dia Deus destruirá os ímpios num inferno de fogo, aqui nesta terra. Mas, somente depois de julgá-los pois Deus é amor e justiça.
O ensino bíblico de que o inferno de fogo será somente depois do juízo final, é coerente com o caráter justo de Deus, e se harmoniza perfeitamente com as promessas da segunda vinda de Cristo e da ressurreição dos mortos.
A idéia de um fogo de tormento eterno tem levado milhões a servirem a Deus por medo. Deus, no entanto, deseja serviço simples, franco e sincero. Em amor Ele nos salvou. Em amor Ele cuida de nós. Se O amarmos e O servirmos de coração, não precisaremos temer os fogos do inferno, pois poderemos ter a certeza de alcançar a vitória final, a vida eterna. E esta vitória é o resultado da bênção de Deus. O meu desejo é que o Senhor o abençoe também.
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Em um dicionário li o seguinte significado para o termo cristão: "o que recebeu o batismo e professa a religião cristã". A partir desse significado, percebe-se que não significa grandes coisas se dizer cristão. Por essa perspectiva, é somente um termo religioso, não se trata de atitudes práticas. Eu pude identificar alguns tipos de cristãos. Em qual desses perfis você se encaixa?
- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão, porém não freqüenta nenhuma igreja, nem tampouco lê a Bíblia ou ora com freqüência.
- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão, freqüenta uma igreja religiosamente, sem no entanto ter um encontro real com Cristo, acreditando que ir a igreja aos domingos lhe garante salvação.
- Alguém que acredita em Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador da humanidade, participa ativamente de uma igreja, mas não deixa a mensagem da graça de Cristo modificar a sua vida, tendo, por isso, uma vida cristã estagnada, sem evolução, sem transformação, seria o morno na fé.
- Finalmente, alguém que recebeu Cristo como Senhor e Salvador da sua vida de fato. Não apenas fazendo um gesto, levantando a mão após um belo apelo do pastor. Mas recebeu de verdade no coração, busca ao Senhor, tem uma experiência com Ele e O deixa transformar a sua vida diariamente.
A primeira coisa que eu pude identificar no texto de Gálatas como necessária para fazermos diferença é ser crucificado com Cristo. Precisamos morrer para nossa própria vontade e nossos sonhos e vivermos para Deus, conforme a vontade Dele! Paulo disse "não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus..." Ou seja, nossa velha natureza, a partir do momento em que nos entregamos de fato para Cristo, deve ser crucificada, deve morrer, e a nossa nova vida em Cristo deve estar baseada na fé em Jesus.
Além disso, Deus requer de nós dedicação exclusiva, tempo integral! Não dá para ser crente em uma parte do dia ou da semana e na outra ser incrédulo! Um cristão verdadeiro é cristão a todo momento. Isso não significa trabalhar muito na igreja ou ter muitos compromissos "cristãos". Significa que aonde eu for, estarei levando Cristo, pois Ele vive em mim. Não importa se estou na igreja ou no trabalho, meu comportamento deverá ser o mesmo. Então, é preciso que Cristo cresça de tal forma em mim, que tudo que eu falar, pensar ou fizer seja conforme a Sua vontade. Precisamos de fato iluminar e salgar todos os lugares em que colocarmos os nossos pés, a começar na nossa casa.
"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "Mateus 5:13 a 16
O desejo de Cristo é esse, que a nossa luz resplandeça e que todos vejam as nossas boas obras e glorifiquem a Deus. Jesus disse que ninguém acende uma luz e a esconde. Então, não podemos esconder a luz de Deus que há em nós. É preciso resplandecer. Eu pude identificar também no texto de Gálatas três desses itens fundamentais para que a nossa luz resplandeça: fé, abdicação e amor.
- Fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. É pela fé que recebemos Jesus como nosso Salvador. É pela fé que morremos para o mundo a fim de vivermos para Deus. Pois a fé em Cristo nos dá certeza da vida eterna, nos dá esperança. Precisamos crer!
- Abdicação. Sem desistirmos de viver por nós mesmos jamais seremos de Cristo. Jamais faremos diferença. É preciso entregar completamente o nosso caminho ao Senhor. É preciso negar a nós mesmos, carregar a nossa cruz e seguir a Cristo. "Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará.." (Lucas 9:23 e 24) É preciso dizer de todo coração: "Senhor, não quero viver por mim mesmo, não quero fazer nada por mim mesmo, toma-me em Tuas mãos, me guia pelo Teu caminho, venha viver em mim"!
- Amor. O amor por Cristo é fundamental, sem amor nada que fizermos em nome Dele se aproveitará e até a nossa vida será vazia de sentido. Esse é o maior mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. Quando realmente amamos a Deus, desejamos ardentemente estar com Ele orando ou lendo a Palavra. O amor é o combustível que nos conduz a Deus. Em segundo lugar, o amor ao próximo é também fundamental na vida de um verdadeiro cristão. Já que tudo que Cristo fez nessa terra foi por amor, nós que dizemos ser seus discípulos temos obrigatoriamente que imitá-lo amando a todos como ele amou.
Esses são somente alguns dos ingredientes que precisamos ter para fazer diferença como cristãos verdadeiros onde estivermos.
Com tudo o que falamos até agora: ser luz e sal da terra, sermos crucificados com Cristo, ter fé, amor e abdicação... você pode estar pensando: "é muito difícil fazer diferença, olha quantas características eu preciso ter! Jamais vou conseguir ser assim!" Mas a parte boa dessa história toda é que nós não precisamos fazer um esforço gigantesco para conseguirmos ser assim, essa obra não é nossa, não é pelas nossas próprias forças. A diferença quem faz é o Espírito Santo. É a Sua presença em nossas vidas que produz em nós mudança, que nos faz ser sal e luz. O Espírito é quem nos diferencia.
Existem "cristãos" que são uma benção na igreja, mas em casa tratam mal a família, não demonstram amor, ou no trabalho não dão o menor testemunho. Infelizmente são muitos os casos de cristãos desse tipo. Isso acontece porque eles ainda não se deixaram ser transformados pelo Espírito Santo. Provavelmente não estão buscando a Deus como deveriam. Pois o Espírito só age em nós quando O buscamos. Ele é muito educado e não faz algo em nossas vidas se não O convidarmos.
Mas ainda bem que existem também cristãos exemplares, são pessoas que onde chegam, seja no trabalho, seja na igreja ou em casa, são as mesmas pessoas, pessoas que demonstram amor, que são testemunhos vivos de Cristo. Esses cristãos são exemplares porque dão lugar para o Espírito Santo agir em suas vidas.
Então, podemos ver que fazer diferença não é algo difícil, é um processo natural a partir do momento que você de fato decide buscar a Deus, lendo a Palavra, absorvendo cada um dos ensinamentos de Jesus, dando lugar ao Espírito Santo. É preciso ter a mente repleta da Palavra de Deus, pois como vamos imitá-lo se não o conhecermos? Se quisermos mesmo fazer diferença, precisamos ler a Bíblia com dedicação e procurar dia a dia aplicar o que temos aprendido nela. É fundamental orar sem cessar, está em todo tempo com a mente ligada em Deus. Se fizermos isso naturalmente vamos estar dando lugar para o Espírito Santo agir em nós produzindo todos aqueles frutos: "...o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito." (Gálatas 5:22 a 25)
Então, a obra é feita pelo Espírito. O papel que nos cabe é só buscar a Deus! O restante, que é a parte mais difícil, o Espírito de Deus fará em nós. Só precisamos buscar, buscar e buscar. E tem coisa melhor nesse mundo do que buscar a Deus? É tão bom sentir a presença Dele em nossas vidas e sermos guiados por Ele! Vamos andar no Espírito! Não só quando estivermos na igreja, mas em todo momento de nossas vidas, vamos andar no Espírito e nos deixar ser guiados por Ele.
Que tipo de cristão você e eu temos sido? Temos vivido de fato aquilo que Cristo ensinou ou temos vivido conforme o que a nossa carne quer? Temos buscado realmente a Deus? Temos dedicado tempo de qualidade à leitura da Palavra? E a oração? Só seremos bons servos quando conhecermos o que agrada e o que não agrada o nosso Senhor. Faça uma auto-avaliação nesse momento a respeito da sua vida com Deus.
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Primeiro de tudo é importante ter presente que a Bíblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego e não em português. Em português temos traduções, feitas por pessoas espertas que escolhem, influenciados por certos critérios, qual termo usar para verter um vocábulo original. Por exemplo, no famoso texto de Paulo aos Coríntios, no hino do amor, alguns escolhem usar “amor” e outros “caridade”. Sem entrar no mérito de quem está correto, é evidente que existem diferentes escolhas na hora de traduzir. Portanto o fato de encontrar certas palavras na Bíblia depende da versão que você usa. A propósito de “arrebatamente”, um termo muito particular e usado sobretudo por determinada corrente cristã, a tradução Almeida usa sim esse vocábulo. Ele é encontrado em Atos dos Apóstolos 10,10: E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos. E em Atos 11,5: Estando eu orando na cidade de Jope, tive, num arrebatamento dos sentidos, uma visão; via um vaso, como um grande lençol que descia do céu e vinha até junto de mim..
O mesmo vocábulo, na sua forma verbal, é usado em Atos 22,17, na boca de Paulo: E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim. Tomando outra versão, a Bíblia de Jerusalém, por exemplo, invés de “arrebatamento” se usa “êxtase”, “entrar em êxtase”. Nas passagens mencionadas o termo grego usado é “ekstasis”. Outras passagens da Bíblia Almeida usam o verbo “arrebatar”: João 6,15: Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte. João 10:29: Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mäo de meu Pai. 2Coríntios 12,2: Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, näo sei, se fora do corpo, näo sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. 2Coríntios 12,4> Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem näo é lícito falar. Apocalipse 12,5: E deu à luz um filho homem que há de reger todas as naçöes com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. Todas essas passagens são traduções do verbo grego “arpazo”, que significa “pegar com força”, “ser levado” Outras passagens da Bíblia Almeida que aparece o verbo “arrebatar” são traduções do grego “ginomai en pneuma”, literalmente “essere no espírito”. Apocalipse 1,10: Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, Apocalipse 4,2: E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. Para esses textos, a Bíblia de Jerusalém usa “movido pelo espírito”. No Antigo Testamento, segundo a Almeida, o verbo aparece no Salmo 144, versículo 7: Estende as tuas mäos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das muitas águas e das mäos dos filhos estranhos (Piel de Nazal). A Bíblia de Jerusalém traduz com “livra-me”